
chocante. no mínimo chocante o que me prendeu em frente a televisão, nessa madrugada, até às 3h da manhã. assisti ontem, no gnt.doc, ao documentário produzido pelos irmãos franceses jules e gedeon naudet, sobre o fatídico 11 de setembro. Inacreditável era o que eu pensava a cada minuto do filme de pouco mais de 130 minutos. eu não sei onde eu estava quando esse treco foi lançado comercialmente no mundo. também não sei se sou distraída ou completamente por fora do mundo, em determinados assuntos.
me pergunto como eu só fui assistir aquele horror ontem. ao mesmo tempo em que eu me esforçava para ficar de olhos abertos (eram quase três da manhã! deveras tarde pra quem tem que estar de pé às 8h!!) eu me perguntava: porque?? não foi o acaso que fez com que os dois irmãos naudet estivessem naquele momento, com a câmera na mão. eles estava ali para documentar o dia-a-dia de um bombeiro, novato na profissão. de repente, se tornaram testemunhas de um dos maiores massacres do mundo.
apesar de toda a repetição de imagens na mídia, todo o debate travado sobre o atentado terrorista, apesar de todas aquelas imagens já terem sido repetidas milhares de vezes, cada movimento da câmera me chocava ainda mais. foi a primeira vez que vi o desastre de outro ângulo - e de dentro das torres. enquanto assistia, eu dizia baixinho "saiam daí, saiam daí. isso tudo vai desabar daqui há pouco". uma expectadora que já sabia o fim do filme. e eu nem me dava conta de que se o documentário existe, é porque aqueles homens se salvaram. a angústia que toma conta da gente, enquanto assistimos ao filme, é saber que tudo vai ruir e não vai sobrar viva alma.
dentre tantas coisas que me deixaram pasma na frente da tv, foi ver a incredulidade dos bombeiros. os homens andavam pra lá e pra cá, naquele imenso saguão, sem saber para onde ir ou o que fazer. acho que nem eles sabiam ao certo o que estava acontecendo, eles só sabiam que o fim seria terrível.
os irmãos naudet com certeza garantiram suas aposentadorias, com tudo o que puderam faturar com as imagens. mas também garantiram ao mundo, que ninguém é soberano, ninguém pode ser indestrutível. e que mesmo uma grande potência mundial é frágil, perante a vida. todos somos frágeis.
me pergunto como eu só fui assistir aquele horror ontem. ao mesmo tempo em que eu me esforçava para ficar de olhos abertos (eram quase três da manhã! deveras tarde pra quem tem que estar de pé às 8h!!) eu me perguntava: porque?? não foi o acaso que fez com que os dois irmãos naudet estivessem naquele momento, com a câmera na mão. eles estava ali para documentar o dia-a-dia de um bombeiro, novato na profissão. de repente, se tornaram testemunhas de um dos maiores massacres do mundo.
apesar de toda a repetição de imagens na mídia, todo o debate travado sobre o atentado terrorista, apesar de todas aquelas imagens já terem sido repetidas milhares de vezes, cada movimento da câmera me chocava ainda mais. foi a primeira vez que vi o desastre de outro ângulo - e de dentro das torres. enquanto assistia, eu dizia baixinho "saiam daí, saiam daí. isso tudo vai desabar daqui há pouco". uma expectadora que já sabia o fim do filme. e eu nem me dava conta de que se o documentário existe, é porque aqueles homens se salvaram. a angústia que toma conta da gente, enquanto assistimos ao filme, é saber que tudo vai ruir e não vai sobrar viva alma.
dentre tantas coisas que me deixaram pasma na frente da tv, foi ver a incredulidade dos bombeiros. os homens andavam pra lá e pra cá, naquele imenso saguão, sem saber para onde ir ou o que fazer. acho que nem eles sabiam ao certo o que estava acontecendo, eles só sabiam que o fim seria terrível.
os irmãos naudet com certeza garantiram suas aposentadorias, com tudo o que puderam faturar com as imagens. mas também garantiram ao mundo, que ninguém é soberano, ninguém pode ser indestrutível. e que mesmo uma grande potência mundial é frágil, perante a vida. todos somos frágeis.
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