24 de mai. de 2009

saudade.

eu não sei se é o dia cinza.
não sei se é porque de manhã ouvi, pelo rádio do vizinho, "eu hoje me vou pra fronteira, pois queira ou não queira vou ver meu amor".
não sei se é porque o passar dos dias diminuem as lembranças.
não tenho certeza se é pela ausência do corpo ou pela falta do sorriso.
tampouco sei se é a proximidade de mais um 'aniversário'.
não sei se é pela falta do som da gargalhada.
ou então daquela despedida no msn "beijo, menina".
só sei que a saudade me corrói.
machuca por dentro como uma faca afiada.
me arranca lágrimas silenciosas, porque chorar demais incomoda os outros.
só sei que sinto falta. e não me acostumo.
sinto saudade e tenho vontade de sonhar.

2 comentários:

nixon vermelho disse...

curte essa saudade e guarda as coisas boas. fica bem e força moça.

antes que a natureza morra disse...

Ana :

As melhores obras para os nossos mortos, para fazê-los felizes, são as nossas obras de misericórdia.
Quando a gente é moço, a gente não entende direito isso.
Depois, com o tempo, a gente adquire tal visão humanística, global, holística, que a emoção toma conta da nossa alma quando compreendemos o que isso quer dizer.
Chorar apenas os nossos mortos queridos é muito pouco prá eles.
Temos de tornar o mundo melhor e as pessoas mais felizes em nome deles.
Beijo

James Bond+