gosto de observar a cronologia das coisas. minha última postagem foi no início de março. e exatamente nessa época, houve um divisor de águas na minha vida. além da mudança de emprego - algo que me tornou extremamente feliz - esbarrei em alguém que abalou todas as estruturas da sólida e durona ana. esbarrei mesmo. aliás, esse alguém veio ao meu encontro. me recebeu em um lugar estranho pra mim. me acolheu, me deu as boas vindas e me chamou pelo nome.
a partir daí, tudo foi só felicidade. lógico que houve momentos ruins. mas nada que me fizesse sentir tamanha angústia quanto agora. porque das outras vezes que fiquei triste, é porque fui ferida. desta vez, eu feri. sem querer, sem intenção, por exercer um egoísmo que não é natural a minha pessoa, mas eu feri. por nada, sem razão, mas feri. machuquei, quebrei, traí a confiança de alguém. e isso tá doendo imensamente em mim.
a incerteza de não saber se tem conserto me angustia. me rasga a alma. dilacera o coração. não espero perdão. nem acho que seja o caso. mas espero compreensão, a mesma que tive quando fui ferida. espero que as coisas que não tem importância fiquem guardadas no fundo de um baú. e que um novo baú colorido e brilhante se abra para o amanhã. que saia de dentro dele só alegrias, risos, juras, leveza. que saia leveza.
por enquanto, só me resta o medo. medo de perder, medo de não ser suficientemente importante pra reconquistar o que nem cheguei a ter. e nunca fui de sentir medo!!! acho que por que nunca tinha tido na minha vida alguém que me proporcionasse tanta paz e entendimento.
agora, a ideia é que eu fique quietinha no meu canto. tentando achar as respostas, tentando desfazer os nós, tentando reencontrar meu lugar no mundo e no coração de quem magoei.
que o universo me dê sorte e proteção.




